"...Então verão o Filho do homem voltar sobre as nuvens com grande poder e glória.." (Marcos 13)
 
       
 
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12/07/2018
TODAS AS ESTRATÉGIAS ANTI-CATÓLICAS SE ASSEMELHAM NO ESSENCIAL
 

TODAS AS ESTRATÉGIAS ANTI-CATÓLICAS SE ASSEMELHAM NO ESSENCIAL

Escutemos o Papa Leão XIII, em excertos da sua encíclica “Humanum Genus”, promulgada em 20 de Abril de 1884:

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«Os erros turbulentos que lembramos devem fazer trepidar violentamente os Estados. Com efeito, eliminado o temor de Deus  e o respeito às Leis Divinas, pisada a autoridade dos príncipes,  permitida e aprovada a libido das sedições, eliminado todo o entrave às paixões populares, sem nenhum freio, fora os castigos, necessàriamente seguir-se-á a revolução e a subversão universal. E este revolvimento subversivo, é a finalidade deliberada e a profissão manifesta das numerosas associações de comunistas e socialistas; e no entender deles, não há motivo para declarar estranha a seita maçónica, ela que favorece grandemente os seus desígnios, e tem em comum com eles os princípios capitais. E se não se chega logo, nos factos e em todos os lugares, às consequências extremas, o mérito disso não é atribuível aos princípios da seita, ou à vontade dos sectários, MAS À VIRTUDE DAQUELA RELIGIÃO DIVINA, QUE NÃO PODE SER APAGADA, BEM COMO À PARTE MAIS SADIA DO CONSÓRCIO HUMANO, QUE DESDENHANDO SERVIR AS SOCIEDADES SECRETAS, OPÕE-SE COM ÂNIMO FORTE AOS SEUS PROPÓSITOS INSANOS.

QUEIRA DEUS QUE, UNIVERSALMENTE, SE JULGUE PELOS FRUTOS A RAIZ, E PELOS MALES QUE NOS AMEAÇAM E PELOS PERIGOS QUE NOS COMINAM, SE RECONHEÇA A MÁ SEMENTE! E PRECISO AGIR COM ESSE INIMIGO ASTUTO E FRAUDULENTO,  O QUAL AMANSANDO POVOS E MONARCAS COM PROMESSAS E ADULAÇÕES LISONJEIRAS – ENGANOU A AMBOS!

Contudo, julgando conveniente ao nosso ministério, indicar-vos alguns dos meios mais oportunos, a primeira coisa a fazer é desmascarar a seita maçónica DE SUAS FALSAS APARÊNCIAS, e manifestar o que realmente é, ensinando aos povos, de viva voz e com Cartas Pastorais, os artifícios dessas sociedades para abrandar e aliciar, a perversiadade das doutrinas e a desonestidade das obras. Como declararam mais vezes os nossos predecessores, todos os que cuidam da profissão católica e da sua salvação, nunca pensem inscrever-se, sem culpa, na seita maçónica. NINGUÉM SE DEIXE ILUDIR PELA HONESTIDADE SIMULADA; com efeito, pode muito bem parecer a alguém que os maçons não imponham nada de abertamente contrário à Fé e à Moral; mas POR SER ESSENCIALMENTE MALVADAS A NATUREZA E A FINALIDADE DE TAIS SEITAS, NUNCA PODE SER LÍCITO INSCREVER-SE NELAS, NEM AJUDÁ-LAS DE QUALQUER FORMA.

Também sabemos, que os nossos esforços não serão suficientes para erradicar esta semente perniciosa do campo do Senhor, se O Celeste Padroeiro da Vinha não nos socorrer, ampla e abundantemente. Precisamos pois implorar com fervor ardente e ansioso a Sua Poderosa ajuda, proporcionada à gravidade do perigo e à grandeza da necessidade.

Ensoberbecida pelos seus grandes sucessos, a maçonaria torna-se insolente, e parece não querer mais pôr limites à sua pertinácia. Em todos os lugares, como unidos por entendimento iníquo e unidade oculta de propósitos, seus seguidores ajudam-se mùtuamente, e estimulam-se entre si a ser mais ousados no mal. A um assalto tão forte deve opor-se defesa não menos vigorosa – QUEREMOS DIZER QUE TODOS OS BENS SE DEVEM UNIR NUM GRANDÍSSIMO ENTENDIMENTO DE ACÇÃO E ORAÇÃO. Portanto pedimos-lhes duas coisas: A primeira, que unânimes e de fileiras cerradas, com pé firme, resistam ao ímpeto crescente das seitas, a segunda, que levantando, com muitos gemidos, as mãos suplicantes  a Deus, implorem insistentemente, que o Cristianismo prospere e cresça vigoroso; que a Santa Igreja obtenha a liberdade necessária, que os transviados voltem à saúde, que os erros dêem lugar à Verdade, e os vícios à Virtude.»

 

Em Portugal, o ateísmo e o agnosticismo gerem a coisa pública desde há dois séculos e meio, ou mesmo há três séculos, se incluirmos o ominoso reinado do ímpio, devasso, réu de lenocínio, freirático, que foi D.João V; este monstro, com toda a sua corte, dedicava-se a transformar conventos em lupanares de luxo. O terramoto de 1755 mais não constituiu senão o castigo dos deboches do reinado anterior, e também do reinado de D.José, adúltero consumado e impenitente. D.João V possuía uma concepção puramente decorativa da Religião, como aliás os Reis de França dessa época, que ele pretendia a todo o custo imitar.

Ao contrário do que se pensa, JAMAIS O ESTADO NOVO CONSTITUIU EXCEPÇÃO A ESSE ATEÍSMO DE ESTADO, MUITO PELO CONTRÁRIO FOI ELE PRÓPRIO ATEU, POIS SEMPRE PRETENDEU USAR A SANTA MADRE IGREJA COMO PURO INSTRUMENTO DE COESÃO POLÍTICO-SOCIAL; QUE TAMBÉM O É, SEM DÚVIDA, MAS É INFINITAMENTE MAIS DO QUE ISSO.

A República portuguesa, proclamada em 1910, foi por alguns bons católicos, inicialmente, considerada como uma libertação da monarquia liberal, maçónica a cem por cento, escravizadora da Santa Madre Igreja, pois reduziu a Religião a um serviço público do Estado. Todavia, em breve esses bons católicos concluíram que se tinham libertado duma escravidão para cair noutra. Efectivamente, o tirano Afonso Costa (1871-1937), apesar de doutor em direito, não considerava incoerência, em regime de separação da Igreja e do Estado, submeter disciplinarmente os sacerdotes ao Ministério da Justiça. O mesmo Afonso Costa criou um regime de excepção para a Religião Católica e para os católicos, privando-os praticamente de todos os direitos, exilando-os no seu próprio país. O ensino da Religião Católica foi proibido, tanto na escola pública como na escola privada, sendo expressamente vedado aos professores pronunciarem o santíssimo Nome de Deus. Aliás, um católico convicto jamais poderia obter autorização para exercer o magistério, fosse em que grau fosse, tanto na esfera pública como na privada. Pretendeu ainda Afonso Costa submeter o culto público à hedionda jurisdição das lojas maçónicas, através das denominadas cultuais; todavia estas jamais se puderam realmente constituir, de tão contrárias que eram a todo o Direito, Divino e humano, acabando por ser abolidas em 1918.

Mas foi através da obrigatoriedade do Registo Civil, que o ateísmo da República mais terá penetrado nas massas. Já em 1867, o novo Código Civil consagrara o denominado “casamento civil”, o qual não consistia numa legítima forma matrimonial para não baptizados, mas uma armadilha mortal para conduzir os baptizados a rejeitarem o casamento canónico; o mesmo se passava, aliás, em toda a Europa de antiga tradição católica, bem como na América Latina. Contudo, a legislação de 1867 não ousava ainda tornar obrigatório o dito registo civil. E assim os párocos continuaram com a sua tradicional tarefa de registar em livros próprios, submetidos à lei canónica, os principais eventos da vida dos indivíduos: Nascimento, casamento e óbito.

A República de 1910 impôs o registo civil para todos, com prioridade relativamente a toda e qualquer cerimónia religiosa; e até criou o conceito de “padrinhos de registo” responsáveis legalmente pela criança se os pais morressem. Afonso Costa jogava aqui com o analfabetismo religioso extremo do povo português, fazendo da cerimónia civil um aparente substituto eficaz dos Sacramentos. Havia grande propaganda republicana entre o povo, de que uma vez efectuada a cerimónia civil do casamento – JÁ NÃO ERA NECESSÁRIO MAIS NADA, POIS ESTAVAM CASADOS. Anàlogamente, os republicanos faziam constar, que uma vez registada a criança – JÁ ESTAVA BAPTIZADA, E TINHA PADRINHOS, PELO QUE NÃO ERA NECESSÁRIO COMPARECER NA IGREJA. E muito povo acreditava, pois era a autoridade que o afirmava.

Aconteceu até que um grande amigo de Afonso Costa – comerciante debochado, mas também filantropo, de seu nome Francisco Grandela – pagou do seu bolso um edifício público especialmente concebido para registos e para casamentos civis – ORA ESSE EDIFÍCIO POSSUÍA A ARQUITECTURA EXTERIOR DE UMA IGREJA!

A estratégia da maçonaria, e em geral de todos os inimigos da Igreja é sempre a mesma: Conservar determinadas aparências cristãs, DISSOLVENDO O CONTEÚDO; assim o veneno fica envolvido numa capa de açucar e é mais fácilmente ingerido.

Na dita enciclopédia francesa do século XVIII, o artigo sobre o Santo Sacrifício da Missa é cem por cento correcto; todavia, uma nota de pé de página remete o leitor para o artigo sobre os “CULTOS PAPUAS”.

Neste quadro conceptual se verifica que o Vaticano 2 não inventou nada, nenhuma estratégia nova, apenas manter aparências liquidando as realidades, e mesmo isso, a pouco e pouco.

Assinale-se, que salvo um ou outro caso como o do próprio Padre Cruz, ou do Padre Manuel Fernandes Santana, e de outros sacerdotes que estudaram no estrangeiro, era lamentável a formação, tendencialmente regalista, que durante todo o século XIX foi facultada ao clero português. O problema começava nos bispos que eram apresentados pela monarquia maçónica, muitos bispos mais políticos do que religiosos, alguns deles maçons encartados no Grande Oriente, como o Cardeal Saraiva, Patriarca de Lisboa (1776-1845); o Bispo Silva Torres, Arcebispo de Goa (1800-1854); D. António Aires de Gouveia, Arcebispo de Calcedónia (1828-1916), cuja apresentação foi uma vez rejeitada pela Santa Sé, por suspeita de ser maçon; D.Alves Martins, Bispo de Viseu (1808-1882). Só com estes tristíssimos exemplos, avalie o leitor o TREMENDO DRAMA DE INVALIDADE QUE TUDO ISTO ACARRETA, SACERDOTES INVÀLIDAMENTE ORDENADOS, MISSAS E SACRAMENTOS INVÁLIDOS, UM PAVOR.

O século XIX português foi assim de grande decadência religiosa, quer no clero, corpo de funcionários públicos burocratizados, quer no povo, o qual se afundava, progressivamente, na mais inconcebível ignorância religiosa, sempre estimulado por uma imprensa anti-católica completamente livre; a isto acrescente-se a expulsão das ordens religiosas em 1834, pois que a vida regular constitui verdadeiro pára-raios espiritual de uma sociedade.

O absoluto deserto que vivemos hodiernamente possui raízes muito profundas, não o podemos esquecer.

Foram séculos de combate anti-Cristão e anti-Católico, no qual a maçonaria desempenha um papel fundamental, que edificaram a presente civilização pós-Cristã, ateia em toda a profundidade da sua constituição, e pior ainda, SEM QUALQUER POTENCIALIDADE HISTÓRICA E MORAL PARA INVERTER RUMOS.

Nem com isto se quer afirmar que fomos abandonados pela Providência Divina, seria uma blasfémia, mas apenas significar que foi Deus Nosso Senhor que concebeu Eternamente, com Sua Infinita Sabedoria, o mundo que quis criar, e que nele, misteriosamente, marcou um declínio acelerado da Humanidade para a completa apostasia; e nós estamos a viver a recta final desse percurso, recordando sempre que a magna fidelidade de poucos satisfaz superabundantemente pela ingente maldade do grande número.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 12 de Julho de 2018

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Fonte: https://promariana.wordpress.com/2018/07/12/todas-as-estrategias-anti-catolicas-se-assemelham-no-essencial/

 
 
 

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